segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Escrever na Rocha

Dois grandes mercadores árabes, de nomes Amir e Farid, eram muito
amigos e sempre que faziam suas viagens para um mercado onde vendiam suas mercadorias, iam juntos, cada qual com sua caravana e seus escravos empregados.
 
Numa dessas viagens, ao passarem junto a um rio caudaloso, Farid
resolveu banhar-se, pois fazia muito calor.
Em dado momento, distraindo-se, foi arrastado pela correnteza.

Amir, vendo que seu grande amigo corria risco de vida, atirou-se às águas e,
com inaudito esforço, conseguiu salvá-lo.

Após esse episódio, Farid chamou um de seus escravos e mandou que ele
gravasse numa rocha ali existente, uma frase que lembrasse a todos do
acontecido.

Ao retornarem, passaram pelo mesmo lugar, onde pararam para rápido
repouso.
Enquanto conversavam, tiveram uma pequena discussão e Amir
alterando-se esbofeteou Farid.

Este aproximou-se das margens do rio e, com uma varinha, escreveu na
areia o fato.

O escravo que fora encarregado de escrever na pedra o agradecimento de
Farid, perguntou-lhe:

- Meu senhor, quando fostes salvo, mandaste gravar aquele feito numa
pedra e agora escreveis na areia o agravo recebido. Por que assim o fazeis?
Farid respondeu-lhe:

- Os atos de bondade, de amor e abnegação devem ser gravados na rocha
para que todos aqueles que tiverem oportunidade de tomar conhecimento
deles, procurem imitá-los. Ao contrário, porém, quando recebemos uma
ofensa, devemos escrevê-la na areia, próxima as águas para que
desapareça, levada pela maré, a fim de que ninguém tome conhecimento
dela e, acima de tudo para que qualquer mágoa desapareça prontamente
no nosso coração !

Fuja de quem se lembra dos pecados de todo mundo, mas se esquece do mal que fez.

Ninguém consegue ser bom o tempo todo, falar com doçura, sorrir com verdade. Somos humanos e, portanto passíveis de erros e vacilos, somos s...