terça-feira, 21 de setembro de 2010

Glórias e Insucessos

Na Terra, ninguém se encontra em clima de privilégio.

Triunfos, fortuna e saúde não significam concessões de que se pode usufruir sem o ônus da responsabilidade.

Tudo o de que se dispõe na esfera material representa um empréstimo de Deus.

O homem é um simples mordomo, que terá de dar contas de como usou o que lhe veio às mãos.

Poder, riqueza e beleza são pesados testes, face às ilusões que podem provocar.

Mas também representam a Misericórdia Divina a se movimentar em favor de todos.

Esses recursos tão precários podem ser fonte de enorme bem ao seu detentor e à coletividade, se bem empregados.

No devido tempo, cada um é chamado a desempenhar o encargo da abastança e responde pelo que faz.

O encargo costuma ser pesado, pelo condão que possui de suscitar inveja, servilismo e falsidade em torno de quem o desempenha.

Sem falar na vaidade e no orgulho que podem surgir naquele que se imagina especial por dispor momentaneamente de algumas posses.

Contudo, por dourada que pareça determinada situação, ela fatalmente passa e sempre chega o momento em que a vida física se extingue.

Somente perdura o que se fez das posses, o quanto se armazenou em bênçãos, o que se dividiu em nome do amor.

De outro lado, ninguém transita no mundo em estado de desgraça.

Solidão, pobreza, doença e limitações constituem provas redentoras.

Os que se fizeram egoístas, quando ricos, precisam vislumbrar o reverso da medalha.

Os criminosos, os defraudadores da paz alheia, todos sentem necessidade de educar o próprio íntimo, mediante experiências retificadoras.

A desgraça real é sempre o mal que se faz, nunca o que se recebe.

Insucesso social, prejuízo econômico e fatalidades são terapêuticas enérgicas da vida.

Por meio delas, são erradicados cânceres morais de que é portador o Espírito imortal.

A solidão sempre termina por se extinguir, na figura de novas pessoas que chegam.

O abandono, cedo ou tarde, desaparece e a limitação física ou intelectual invariavelmente cessa.

A pobreza também não dura muito, considerando-se a eternidade da vida que jamais se esgota.

Sob a luz do Evangelho, êxitos e fracassos costumam se apresentar em sentido oposto à interpretação humana.

Jesus foi pobre, conviveu com pecadores, exerceu trabalho humilde, foi perseguido e assassinado pelos detentores do poder transitório.

Mas ressurgiu sumamente glorioso, logo após cessar a experiência carnal que viveu por amor a todos.

Tome-O por Modelo e não se perturbe nunca.

Na glória ou na desdita, permaneça em paz interior e persevere no amor.

Ao final, quando tudo o mais tiver terminado, sua dignidade, a converter-se em luz, será o seu tesouro.

Pense nisso.

Sobre os ciclos e recomeços da vida…

Nossa vida é uma eterna construção, mesmo quando erramos, algo está sendo construído. Toda construção requer tempo e mais do que qualquer ou...